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Portfólio Projetos |
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Unindo necessidades e oportunidades
As doenças negligenciadas, tais como leishmaniose, doença de Chagas, doença do
sono e malária, têm um impacto devastador nos países mais empobrecidos do
mundo. Embora possam ser tratadas, essas doenças vêm sendo progressivamente
marginalizadas pelas decisões dos responsáveis pelos programas de pesquisa,
tanto no setor privado, quanto no setor público. Infelizmente, as pessoas
afetadas por essas doenças não representam um mercado lucrativo para atrair
investimentos necessários para a pesquisa e o desenvolvimento de novos
medicamentos. Os tratamentos disponíveis deixam muito a desejar e não atendem
as necessidades dos pacientes, que precisam urgentemente de novos tratamentos
que sejam acessíveis, seguros, eficientes, de curta duração, fáceis de
administrar, e a um custo razoável.
Pensando em atender os interesses e as necessidades dos pacientes, e preencher
as lacunas de P&D para doenças negligenciadas, a DNDi propõe um modelo
alternativo de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, identificando as
oportunidades existentes de P&D, e incluindo-as no seu
atual portfólio de projetos.
Ao final de seu primeiro ano, a DNDi contabilizou nove projetos visando
preencher lacunas de P&D em diferentes estágios do pipeline. São
projetos de longo, médio e curto prazos, que formam um portfólio equilibrado,
contemplando as diferentes fases de P&D: pesquisa básica, pré-clínica, e
clínica, e também na fase em que os medicamentos já deveriam estar ao alcance
dos pacientes mas não estão.

Desses nove projetos, quatro são projetos de longo prazo com a intenção de
identificar novos compostos ativos (lead compounds) que possam matar os
tripanossomas e/ou os parasitas da leishmaniose, e um quinto projeto busca
combinar medicamentos existentes contra a leishmaniose. Os demais projetos são
de curto prazo, quando se encontram já na fase final do pipeline, e
trabalham com medicamentos existentes: o registro da paromomicina, um
antibiótico antigo, para tratar casos de leishmaniose visceral na África (em
parceria com o Institute for One World Health e a OMS/TDR); a combinação
do nifurtimox, um medicamento usado para doença de Chagas, com eflornitina,
para tratar o segundo estágio da doença do sono (em parceria com a OMS/TDR e a
Bayer), e duas combinações de doses fixas de artesunato/amodiaquina e
artesunato/mefloquina para tratar pacientes de malária resistentes à
cloroquina, na África, e na Ásia e América Latina, respectivamente (em parceria
com sete institutos de pesquisa em saúde ao redor do mundo). |
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