DNDi na imprensa
Terra News:
Liberada venda de remédio pediátrico contra doença de Chagas
Liberada venda de remédio pediátrico contra doença de Chagas
O Secretário de Ciência, Tecnologia e Produtos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, anunciou nesta sexta-feira no Rio de Janeiro que foi liberada a comercialização da versão pediátrica do remédio contra a doença de Chagas produzido pelo laboratório brasileiro Lafepe, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrar o medicamento.
A certificação permitirá a produção e a venda do produto, criado em parceria com a instituição internacional Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), a partir da publicação do decreto da Anvisa em 12 de dezembro. "O Laboratório Farmacêutico Público de Pernambuco (Lafepe) só estava esperando o registro para iniciar a produção, por isso calculamos que o medicamento poderá ser lançado este mês", disse um funcionário da DNDi.
O acordo do laboratório com a instituição prevê que o benzonidazo será vendido a preço de custo nas américas do Sul e Central, onde a doença é endêmica e atinge entre oito e 10 milhões de pessoas. O Lafepe é o segundo maior laboratório público do Brasil e o único na América Latina que conta com tecnologia para produzir o medicamento. Até o momento, não existia um remédio contra a doença de Chagas produzido especificamente para crianças.
Mal de ChagasA doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Ele entra no sangue a partir do contato das fezes do inseto Barbeiro, através da pele ferida ou mucosa do olho, ou mesmo ingestão de alimentos contaminados. Pode ocorrer também em transfusão de sangue, transplante de órgãos e ser transmitida da mãe infectada para o recém-nascido.
Os principais sintomas da fase aguda são febre por mais de 7 dias, dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e pernas. Podem ocorrer dor de estômago, vômitos e diarreia. Devido à inflamação no coração, pode haver falta de ar intensa, tosse e acúmulo de água no coração e pulmão. No local da entrada do parasita, normalmente a picada do barbeiro, pode aparecer lesão.
- EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.