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Publicações científicas

Publicações científicas

The Centennial of the Discovery of Chagas Disease:
Facing the Current Challenges
PLoS Negl Trop Dis 4(6): e645
CLannes-Vieira J, de Araújo-Jorge TC, Soeiro MdNC, Gadelha P, Corrêa-Oliveira R 
Cem anos após a descoberta de Carlos Chagas, a OMS define a Doença de Chagas como uma das mais importantes doenças infecciosas provenientes da pobreza. Além de seus determinantes biológicos (interações entre o parasita, o vetor, e humanos), os determinantes sociais da Doença de Chagas são de extrema importância; habitação e condições de trabalho precárias, salários baixos, e a desnutrição estão diretamente ligados à Doença de Chagas na América Latina. Este artigo destaca o estado atual das investigações e inovações relacionadas ao controle e tratamento da Doença de Chagas, assim como os desafios para a próxima década.
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First-Line Therapy for Human Cutaneous Leishmaniasis in Peru Using the TLR7 Agonist Imiquimod in
Combination with Pentavalent Antimony
PLoS Negl Trop Dis 3(6): e491 (2009)
Cesar Miranda-Verastegui1, GianFranco Tulliano1, Theresa W. Gyorkos2, Wessmark Calderon3, Elham Rahme2, Brian Ward2,4, Maria Cruz3, Alejandro Llanos-Cuentas1, Greg Matlashewski4*
As terapias atuais para a leishmaniose cutânea são limitadas pela baixa eficácia, a longa duração do tratamento e o desenvolvimento de resistência. Neste estudo, avaliou-se  que o antimônio pentavalente (uma droga anti-parasitária) combinado com imiquimod (um imunomodulador) foi mais eficaz do que o antimônio pentavalente usado de forma isolada em pacientes que não haviam sido tratados previamente.

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Malaria in Brazil: an overview
Malaria Journal 2010, 9:115
Oliveira-Ferreira et al
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A malária ainda é um grave problema de saúde pública no Brasil, com cerca de 306 000 casos registrados em 2009, mas estima-se que nos anos 40, cerca de seis milhões de casos de malária ocorriam por ano. Como resultado da luta contra a a doença, o número de casos de malária diminuiu ao longo dos anos e os menores números de casos até hoje foram registrados nos anos 60. A partir desta época, o Brasil passou por um processo de ocupação rápida e desorganizada na Amazônia conduzindo a um aumento progressivo do número de casos. Embora o mosquito vetor principal (Anopheles darlingi) esteja presente em cerca de 80% do país, atualmente, a incidência da malária no Brasil é quase exclusivamente (99,8% dos casos) restrita à região Amazônica, onde um número de fatores combinados favorecem a transmissão da doença e prejudicam a prevenção. Plasmodium vivax é responsável por 83,7% dos casos registrados, enquanto que o Plasmodium falciparum é responsável por 16,3% e Plasmodium malariae raramente é observado. Nos últimos anos, complicações clínicas associadas a casos fatais com P. vivax foram relatadas no Brasil e este é um motivo de preocupação. Em contraste, infecção assintomática por P. falciparum e P. vivax foram detectadas em estudos epidemiológicos nos Estados de Rondônia e Amazonas, indicando provavelmente um padrão de imunidade clínica em ambas as populações autóctones e migrantes. As dificuldades em reduzir os fatores de risco econômico e social que determinam a incidência da malária na Amazônia tornam inviável a sua eliminação na região. Um esforço integrado de controle da malária - ação conjunta dos governos e da população - voltado para a eliminação ou redução dos riscos de morte, é o caminho adotado pelo governo brasileiro na luta contra a doença.
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Chagas disease
Lancet 2010; 375: 1388–402
A doença de Chagas é uma doença crônica, infecção sistêmica parasitária causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Afeta 8 milhões de pessoas na América Latina, dos quais 30-40% desenvolverão complicações cardíacas e/ou do aparelho digestivo. Nas últimas três décadas, o controle e a gestão da doença de Chagas sofreu várias melhorias. Programas de controle de vetor em grande escala e a triagem de doadores de sangue reduziram a incidência e a prevalência da doença. Embora drogas mais eficazes sejam necessárias, o tratamento com benznidazol (ou nifurtimox) é razoavelmente seguro e eficaz, e é recomendado para um número maior de pacientes. Modelos melhorados para estratificação de risco estão disponíveis, assim como tratamentos guiados capazes de interromper ou reverter a progressão da doença. Em contrapartida, alguns desafios permanecem: a doença de Chagas está se tornando uma emergente preocupação de saúde pública em áreas não-endêmicas; o diagnóstico precoce e o tratamento de indivíduos assintomáticos permanecem abaixo do esperado, e os benefícios de novas terapias precisam ser mais bem avaliados em estudos clínicos.
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Chagas disease and stroke
Lancet Neurol 2010; 9: 533–42 See In Context page 466
A doença de Chagas é uma doença infecciosa negligenciada nos trópicos e um problema de saúde emergente na Europa e nos EUA Na última década, descobriu-se uma relação entre o AVC isquêmico e a infecção pelo Trypanosoma cruzi em estudos epidemiológicos. Um aumento na prevalência de acidente vascular cerebral é esperado com o envelhecimento da população infectada com o T. cruzi na América Latina. A insuficiência cardíaca, trombo mural, aneurisma apical do ventrículo esquerdo, e vários tipos de arritmias cardíacas estão associados a acidente vascular cerebral na doença de Chagas. O AVC também pode ser o primeiro sinal da doença de Chagas em pacientes assintomáticos e naqueles com disfunção sistólica leve, portanto, pacientes com AVC que são de regiões endêmicas devem ser testados para a infecção pelo T. cruzi. A síndrome mais freqüente de AVC em pacientes com a doença de Chagas é o infarto de circulação parcial anterior. A recorrência de AVC foi estimada em 20% dos pacientes. 
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In vitro and in vivo experimental models for drug screening
and development for Chagas disease

Mem Inst Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 105(2): 233-238, March 2010
A doença de Chagas, uma enfermidade negligenciada, afeta cerca de 12-14 milhões de pessoas nas áreas endêmicas da América Latina. Embora a ocorrência de casos agudos tenha reduzido significantemente devido aos esforços do Cone Sul de controlar a transmissão vetorial, grandes desafios permanecem, incluindo a manutenção das políticas públicas para o controle da doença de Chagas e a necessidade urgente de medicamentos melhores para tratar os pacientes. Desde a introdução do benznidazol e nifurtimox, há cerca de 40 anos, muitos compostos naturais ou sintéticos vêm sendo estudados contra o Tripanossoma cruzi, embora apenas alguns tenham avançado para ensaios clínicos. Isto reflete, em parte, a falta de consenso sobre protocolos de screening in vivo e in vitro apropriados, assim como a ausência de marcadores biológicos para tratar a parasitemia. Este assunto foi tema do workshop “Modelos Experimentais em Screening e Desenvolvimento de Medicamentos para a Doença de Chagas”, que ocorreu no Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 de novembro de 2008 e que foi organizado pela Fiocruz e pela DNDi. 
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Neglected Infections of Poverty in the United States of America
Hotez PJ, PLoS Neglected Tropical Diseases, 2008 - 2(6): e256; doi:10.1371/journal.pntd.0000256
Nos Estados Unidos, existe uma carga ampla e oculta de doenças causadas por um grupo de infecções parasitárias, bacterianas e congênitas, crônicas e debilitantes, conhecidas como as infecções negligenciadas da pobreza. Assim como as doenças tropicais negligenciadas, suas correspondentes nos países em desenvolvimento, as infecções negligenciadas da pobreza nos EUA afetam desproporcionalmente as populações carentes e minorias. Entre as principais infecções negligenciadas estão as infecções helmínticas, como toxocaríase, estrongiloidíase, ascaridíase e cisticercose; protozooses intestinais, como a tricomoníase intestinal; algumas infecções bacterianas zoonóticas, incluindo a leptospirose; infecções transmitidas por vetores, como a doença de Chagas, leishmaniose, febre das trincheiras, e dengue; e infecções congênitas, como citomegalovírus (CMV), toxoplasmose e sífilis. Estas doenças ocorrem predominantemente em pessoas negras que vivem no Delta do Mississipi e outras regiões do sul do país, em zonas urbanas desfavorecidas e em algumas áreas de fronteira entre os EUA e México. Outros afetados são populações imigrantes e populações brancas carentes que vivem em Apalaches. Estimativas preliminares da carga de doença de infecções negligenciadas da pobreza indicam que dezenas de milhares ou, em alguns casos, centenas de milhares de americanos pobres sofrem dessas infecções crônicas, que representam uma das maiores disparidades em saúde nos Estados Unidos. As recomendações de políticas específicas incluem a vigilância ativa (incluindo acompanhamento dos recém-nascidos) para determinar precisamente a estimativa da carga das doenças na população; estudos epidemiológicos para determinar a extensão da transmissão autóctone da doença de Chagas e de outras infecções; tratamentos focais ou em massa, controle de vetores e pesquisa e desenvolvimento de novas ferramentas de controle, incluindo diagnósticos melhores e desenvolvimento acelerado de uma vacina para prevenir a infecção congênita de CMV e toxoplasmose.
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New Drugs for Neglected Diseases: From Pipeline to Patients
Bernard Pécoul, PLoS Med. 2004 Oct; 1(1):e6. Epub 2004 Oct 19.
Neste artigo, o Diretor Executivo da DNDi mostra como nos países desenvolvidos as pesquisas financiadas publicamente conseguiram levar a avanços significativos nas áreas de biologia molecular, química e engenharia. Avanços que vêm sendo usados pela indústria farmacêutica para um número crescente de doenças. Como resultado, pacientes têm acesso a novos medicamentos que são mais bem tolerados, mais específicos e mais efetivos que os medicamentos utilizados até então.
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Treatment of human African trypanosomiasis - present situation and needs for research and development
Legros, D. et al., Lancet Infect Dis 2002 2: 437-40
Este artigo trata da tripanossomíase humana africana (doença do sono) que ressurgiu nos anos 80. No entanto, progressos mínimos foram alcançados no tratamento desta doença nas últimas décadas. Esforços de P&D devem ter ser feitos com o objetivo de desenvolver novos compostos. O artigo afirma ainda que os programas de pesquisa de novos compostos devem receber o apoio necessário para garantir o desenvolvimento de novos medicamentos.
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Visceral leishmaniasis: current status of control, diagnosis, and treatment, and a proposed research and development agenda
Guérin P. et al, August 2002, Lancet Infect Dis 2002; 2 : 494-501
A leishmaniose visceral é comum nos países menos desenvolvidos, com cerca de 500 mil novos casos por ano. Devido à diversidade das situações epidemiológicas, nenhum diagnóstico, tratamento, ou controle irá atender a todos. Este artigo retrata a situação atual e as perspectives de diagnóstico, tratamento e controle para a leishmaniose visceral, e lista algumas prioridades para a pesquisa e o desenvolvimento (P&D).
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Reflection & Reaction
Alimuddin Zumla, July 2002, Lancet Infect Dis 2002, 2:393.
Recentes iniciativas de parceria global vêm objetivando estimular maior interesse no desenvolvimento e na oferta de medicamentos para as três doenças infecciosas que mais matam no mundo: HIV/Aids, malária e tuberculose. As doenças extremamente negligenciadas (para as quais não há medicamentos acessíveis, eficientes e fáceis de usar) continuam causando taxas significativas de morbidade e mortalidade em países em desenvolvimento. Este paper é uma introdução rápida para uma série de artigos que ressaltam as prioridades de P&D para a doença do sono, leishmaniose visceral e malária.
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Drug development for neglected diseases: a deficient market and a public-health policy failure
Trouiller, P. et al., June 2002, The Lancet, 359: 2188-94.
Há falta de medicamentos efetivos, seguros e acessíveis para controlar as doenças infecciosas que provocam uma alta mortalidade e morbidade em pessoas pobres que vivem em países em desenvolvimento. Este paper analisa os resultados de P&D de medicamentos nos últimos 25 anos, e revisa as atuais iniciativas públicas e privadas que têm como objetivo corrigir o desequilíbrio em P&D que deixa sem a atenção necessária as doenças predominantes em países em desenvolvimento.
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Access to Essential Drugs in Poor Countries - A Lost Battle?
Pécoul, B. et al., JAMA, January 27, 1999 - Vol 281, No. 4.
Este artigo trata do problema de acesso a medicamentos de qualidade para o tratamento de doenças que afetam predominantemente o mundo em desenvolvimento: medicamentos de baixa qualidade e falsificados; falta de acesso a medicamentos essenciais devido à produção escassa e aos altos custos; a necessidade de se realizar pesquisas para definir a utilização otimizada e de se motivar a P&D de novos medicamentos para os países em desenvolvimento; e as conseqüências dos acordos recentes assinados no âmbito da OMC - Organização Mundial de Comércio.
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